Portal do Governo Brasileiro

A inserção do cavalo em processos terapêuticos data de 458-370 a.C., quando Hipócrates, pai da medicina, fez referência à equitação como fator regenerador da saúde (Freire, 1999). A equitação terapêutica para crianças com necessidade especial foi realizada pela primeira vez pela fisioterapeuta Eilset Bodtker, na Noruega. Em 1967, foi fundado o primeiro centro de equitação para pessoas com deficiências nos Estados Unidos (HASKIN et al., 1974).

No Brasil, a equoterapia começou a ser conhecida e valorizada, a partir de 1989, em atividades eqüestres realizadas na Granja do Torto, em Brasília, atual sede da Associação Nacional de Equoterapia (ANDE – BRASIL). Estima-se que atualmente, cerca de mais de 30 países adotam esta modalidade de terapia (CIRILLO, 2001; LIPORONI e OLIVEIRA, 2005; BARRETO et al., 2007).

A equoterapia foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina do Brasil como método terapêutico em 1997 (LERMONTOV, 2004), e a partir de 2000, inúmeros encontros, simpósios, congressos nacionais e internacionais sobre equoterapia começaram a ser realizados no país, resultando em publicações de artigos que trazem experiências de pesquisadores e profissionais desta área (DIAS et al., 2005; MARCELINO et al., 2006; CAMPOS, 2007; COPETTI et al., 2007;  BEINOTTI et al., 2010; BREIA, 2012).

Em face ao avanço da equoterapia no Brasil, ações têm sido realizadas para que sua prática seja normatizada, de forma a estabelecer a sua padronização e a sua natureza científica, garantindo que os praticantes sejam atendidos de forma profissional, ética e benéfica às necessidades que apresentem. Tramita no Senado Federal o projeto de lei Nº 264, de 2010 do senador Flávio Arns que regula a prática da equoterapia, como todo método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas da saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência. Além dessa normativa, tramita também no Congresso o PLS nº 456, de 2003, que acrescenta dispositivos à legislação vigente que dispõe sobre o apoio à pessoa com deficiência, para tornar disponível a equoterapia no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) ( PROJETO DE LEI DO SENADO 264, 2012)

.  

Em 24 de setembro de 2013,  Maria Cristina Guimarães Brito, Presidente da Associação Baiana de Equoterapia, esteve presente em Brasilia representando a equoterapia do nosso Estado em audiência pública sobre a regulamentação da prática de equoterapia no Brasil.