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Prof.ª Dr.ª Regiane Miranda de Oliveira Nakagawa

Graduação: Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho- Unesp (1995).

Pós-Graduação

  • Estágio pós-doutoral em Ciências da Comunicação na Escola de Comunicação e Arte - USP (2012).
  • Doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2007).
  • Mestrado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2000).

Projeto(s) de Pesquisa:

  • Tecnologias, linguagens e cultura: diálogos interdisciplinares em fluxos e tensionamentos (2017 – Atual).
  • Descrição: Diante da grande diversidade de expressões culturais, constituídas por linguagens, tecnologias e formas artísticas variadas, distintos ambientes, práticas de aprendizagem, saberes e fazeres podem dialogar com o conhecimento formal e também questioná-lo, suscitando possibilidades e desafios aos limites interpretativos. Ante a complexidade, dada pela multidimensionalidade e multiescalaridade dos fatos atuais, o estudo das ambiências culturais e tecnológicas requer o olhar interdisciplinar e dialógico, bem como o enfrentamento de tensões teórico-conceituais e metodológicas, entre as distintas áreas de conhecimento. Nesse sentido, essa pesquisa pressupõe a interdisciplinaridade como indispensável ao estudo da Cultura em suas distintas formas e expressões, caracterizando a produção de conhecimento a que se propõe o Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Cultura, Linguagens e Tecnologias. Em conformidade com essa perspectiva, sabe-se que essa atuação interdisciplinar não é dada a priori, mas por um processo de enfrentamento e conquista, a ser empreendido por uma equipe heterogênea de pesquisadores em meio a um contínuo debate epistemológico. Nesse contexto e partindo de tais pressupostos, essa pesquisa objetiva estudar as formas expressivas das cosmologias e devires do fazer da Cultura, em seus fluxos e tensionamentos, bem como em suas espacialidades, temporalidades, trânsitos e sociabilidades. Para tanto, são definidas as seguintes questões: a) De que maneira diferentes tecnologias constroem e transformam espacialidades, temporalidades, trânsitos e sociabilidades do fazer da Cultura?; 2) Como se dão os fluxos e tensionamentos das cosmologias e devires do fazer da Cultura? Entende-se que o estudo de culturas, de saberes e fazeres culturais em seus devires, requer a compreensão das tecnologias produzidas e das linguagens expressas por diferentes coletividades, em distintas espacialidades e temporalidades. As tecnologias são entendidas aqui pelas ambiências que produzem, e as linguagens, por suas múltiplas formas e expressões. Para alcançar o objetivo, responder às questões norteadoras e assegurar uma atuação necessariamente interdisciplinar definem-se nesse projeto de pesquisa as seguintes estratégicas metodológicas: a) seminário expositivo e avaliativo por questão norteadora com a participação de todos os pesquisadores; b) multiplicidade metodológica.
  • A dimensão política da cidade meio (2017 - Atual).
  • Descrição: Este projeto objetiva pontuar os parâmetros que orientam a compreensão do funcionamento da dimensão política da cidade-meio. Para tal, tomamos por base o conceito de meio como extensão proposto por Marshall McLuhan. Para o autor, ao se configurar como uma distensão de algum órgão sensorial humano, o meio promove, igualmente, o prolongamento da cognição diretamente vinculada a ele. Em consequência, os efeitos gerados nas mais variadas esferas da psique, da sociedade, da cultura, das linguagens, da política e em muitas outras, em virtude dessa "explicitação" cognitiva, são os responsáveis por edificar o ambiente produzido por um meio que, por sua vez, o define como tal. Em relação à cidade, McLuhan enfatiza que a cidade é uma extensão do sensório como um todo, capaz de incitar formas menos lógicas e mais analógicas de raciocínio. Em conformidade com as ideias do autor, nota-se que a política é uma das dimensões que qualifica a cidade como meio. Porém, nesse contexto, a política não é entendida como um a priori, pois, segundo nossa hipótese, somente pelo tensionamento entre ações opostas, relacionadas "modo de ser" incitadas pela dimensão perceptocognitiva da cidade-meio, a política efetivamente irrompe e faz-se presente na cultura. Tal conjuntura nos aproxima da formulação proposta por Jacques Rancière, que define a política como uma esfera de ação que se contrapõe à polícia, na tentativa de criar algum tipo de perturbação da ordem instituída, visando questioná-la. É por isso que, para o autor, a política apenas se manifesta mediante o dissenso, materializado por algum tipo de irrupção gerada na esfera do sensível. Como estratégia metodológica de análise, nos apoiaremos na perspectiva epistemológica de estudo da cultura formulada pelo semioticista da Escola de Tártu-Moscou Iúri Lótman. Dessa forma, com base na materialidade da linguagem de um texto cultural (nesse caso, a cidade entendida como meio comunicativo), será feita a discriminação do espaço de relações que ela articula por meio dos intercâmbios e tensionamentos edificados entre distintos sistemas e códigos para, então, inferir as relações incitadas por eles, sendo a política uma delas. No âmbito do projeto de pesquisa coletivo elaborado pelo corpo docente do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Cultura, Linguagens e Tecnologias, este projeto individual visa contribuir com o debate acerca da maneira pela qual um determinado fenômeno, que articula-se como linguagem e tecnologia, no caso, a urbe, pode intervir na redefinição das espacialidades da cultura e, ao mesmo tempo, produzir novos modos de ação política. Cumpre ressaltar que, aqui, entendemos que a edificação de novas espacialidades e o fazer político são processos simultâneos, já que um não é consequência do outro, pois tanto a espacialidade se constrói pela ação política como esta intervêm continuamente na redefinição das espacialidades da cultura.
  • Cidades capitais: comunicação e Memória (2015 - Atual).
  • Descrição: Este projeto visa investigar de que maneira a cidade de Salvador ressignifica a memória relativa à condição de ter sido a primeira capital político-administrativa do Brasil. Para tal, buscar-se-á apreender as relações comunicativas instituídas entre as diferentes variáveis que formam os lugares da cidade. Entendido como uma categoria do espaço, o lugar possui uma dimensão eminentemente sistêmica, fruto do diálogo instituído entre variáveis provenientes de distintos sistemas culturais. Segundo nossa hipótese, são as relações comunicativas instituídas entre tais variáveis que potencializam a ressignificação da memória da cidade. Tal conjectura assenta-se na concepção de memória cultural não-hereditária, formulada pelos semioticistas da Escola de Tártu-Moscou. Para eles, aliada a uma memória informativa, responsável pelo armazenamento de dados, a cultura também seria dotada de uma memória criativa, capaz de produzir novos arranjos sígnicos a partir do diálogo edificado entre diferentes sistemas culturais. Como estratégia metodológica, será adotada a técnica da deriva, formulada pelo líder da Internacional Situacionista Guy Debord, que prevê a passagem por diferentes espaços sem um trajeto pré-determinado, uma vez que este é continuamente refeito com base na unicidade e na efemeridade dos lugares edificados pelos encontros que ocorrem na urbe. Com isso, esta pesquisa pretende oferecer subsídios teóricos e epistemológicos para o desenvolvimento de uma compreensão comunicacional da cidade. 

 

  • Atualmente é Gestora de Pesquisa no Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas - CECULT.

Acesso ao Currículo Lattes.

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