Marlon Campos
Cachoeira – A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cachoeira (APAE), hoje com cerca de 100 portadores de deficiência cadastrados, atendendo diariamente a 77 deles, nos turnos matutino e vespertino, conta com o apoio de 15 funcionários remunerados e de uma equipe técnica responsável pelo suporte aos profissionais das diversas áreas.
A APAE de Cachoeira foi fundada em 16 de maio de 1997, no Auditório do Colégio Estadual, com o apoio de Raimundo Oliveira, psicólogo, da Presidente da APAE de Muritiba, Sued Cavalcante, e da professora Gicélia Sodré, na época secretária Municipal de Educação. Desde então, mais de 200 crianças e adolescentes já passaram pela unidade. Logo no início de seu funcionamento, o espaço onde funcionavam as atividades da APAE, ficou pequeno e o setor público cedeu um prédio escolar com estruturas físicas mais adequada para continuidade dos trabalhos.
Mais do que uma escola
O trabalho da Instituição conta com a participação de voluntários que realizam atividades pedagógicas, culturais e sociais com cerca de 20 crianças e jovens portadores de deficiência já cadastrados. As atividades desenvolvidas em favor do portador de deficiência, a participação em eventos culturais e sociais, a busca ativa de deficientes, são cada vez mais visíveis pela comunidade local, que apoia os projetos.
Na APAE, além de desenvolver a leitura e a escrita, os alunos com deficiência têm a oportunidade de estar numa escola com profissionais especializados e receber atenção adequada, o que dificilmente encontrariam em escola de ensino regular.
Voluntários, professores, alunos e familiares trabalham agora para que a associação não deixe de cumprir o papel de escola, mesmo que a proposta de lei do Ministério da Educação obrigue os alunos com deficiência a serem matriculados em escola de ensino regular. Isto porque um Plano de Educação pode por fim, até 2016, nas verbas destinadas a instituições como a APAE. O Plano visa integralizar esses estudantes com deficiência às escolas regulares.


