Por Mariana Vilas Boas
Situada às margens do Rio Paraguaçu, a cidade de São Félix também passou a fazer parte do patrimônio cultural nacional. No último dia 4 de novembro, a proposta de tombamento foi aprovada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. A proposta visa preservar o conjunto urbanístico e paisagístico da cidade.
Em junho deste ano, o prefeito de São Félix, Alex Sandro Aleluia de Brito, assinou o Acordo de Preservação do Patrimônio Cultural, celebrado entre o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a Prefeitura Municipal de São Félix, aderindo o município ao PAC das Cidades Históricas, totalizando 36 milhões de reais em investimentos.

Em entrevista, a chefe de gabinete da prefeitura, Ademira Rodrigues, dentre outras coisas, falou sobre a destinação do PAC, a importância do tombamento de São Félix e como a verba será aplicada.
Responsável pela elaboração do plano de ações que foi levado pelo IPHAN para ser aprovado, Ademira diz que o tombamento foi uma justificativa para o investimento do PAC destinado a São Félix. “Como é que vai investir numa cidade histórica sem reconhecimento nacional? É necessário que haja uma justificativa plausível para ser investido tanto dinheiro em uma cidade. E o tombamento veio para atestar essa importância”, afirma.
Com relação ao objetivo do PAC, ela diz que “Visa o desenvolvimento sócio-econômico do município, além de potencializar as características positivas do mesmo.”
Segundo ela, a significativa quantia destinada a São Félix não está sob responsabilidade da Prefeitura, mas sim do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico Cultural) e do IPHAN. Ao IPAC, ficou a responsabilidade pela orientação técnica, enquanto o IPHAN é responsável pela gestão financeira dos recursos.
Para Ademira, o principal obstáculo para o desenvolvimento de São Félix, mediante as ações do PAC, é a insatisfação da população. “As pessoas ainda não têm discernimento suficiente pra entender que isso significa um avanço enorme pra São Félix. Acreditam que isso vai torná-las dependentes, sem autoridade sob suas casas, sob sua cidade. Não entendem que é a melhor maneira de preservar um bem que é delas”, avalia.
A proposta para o tombamento teve como base o traçado urbano que permanece original, incluindo o leito da ferrovia até a antiga estação ferroviária, a ponte Dom Pedro II e a orla do Rio Paraguaçu.
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