O último dia da FLICA foi marcado pelo Arrastão Cultural Bye Bye Flica.

Flica encerra em ritmo de festa com o Arrastão Bye Bye Flica pelas ruas de Cachoeira

Cortejo marcou o último dia da Festa Literária Internacional de Cachoeira com samba de roda, reflexões sobre leitura e celebração da diversidade cultural do Recôncavo

O último dia da FLICA foi marcado pelo Arrastão Cultural Bye Bye Flica.
O último dia da FLICA foi marcado pelo Arrastão Cultural Bye Bye Flica. Foto: Victoria Mercês

Por: Victoria Mercês

O último dia da Festa Literária Internacional de Cachoeira foi marcado pelo Arrastão Cultural Bye Bye Flica, que percorreu as principais ruas da cidade na manhã deste domingo (26). O cortejo reuniu muita cultura, música e celebração e arrastou o público da Tenda Paraguaçu até o Palco Raízes, onde a programação seguiu com apresentações de samba de roda e com o show do cantor Juninho Cachoeira.

Para Thalles Vinicius, coordenador da equipe de carregadores da Flica há sete anos, o evento vai muito além da literatura. “Eu percebo bastante o movimento na economia local, porque muitas vezes é esse movimento que a cidade precisa. A Flica gera emprego”.  Thalles ainda explica que o arrastão é um momento de grande emoção: “É um movimento de diversidade cultural incrível, porque além de contemplar a cultura da cidade, abrange o Recôncavo. É um momento que a gente já fica com saudade. Já estamos com expectativa para o próximo ano, para fazer o evento ainda mais organizado. Imprevistos sempre acontecem, mas a energia é sempre a melhor possível”. 

Na equipe de carregadores coordenada por Thalles, o estudante e morador de Cachoeira, Luan Alves (21), encontrou uma oportunidade para trabalhar na Flica pela segunda vez. Ajudou na montagem dos espaços e acompanhou o evento de perto. Ele conta que percebeu mudanças em relação às edições anteriores. “Comparado a 2023, esse ano teve menos pessoas, mas foi mais organizado. Os livros também não estão sendo bem vendidos, acho que a geração atual tá muito desinteressada em ler”, observa.

Apesar disso, Luan elogia a Geração Flica, espaço voltado ao público jovem. “Infelizmente é um espaço muito subestimado, mas as mesas foram excelentes e me ajudaram a refletir. Se você prestar atenção, percebe que é uma virada de chave”, comenta. Entre as apresentações que mais gostou, ele destaca a mesa “A Poesia da Transformação do Slam: Palavras que Revolucionam”, que contou com a participação dos autores NegaFyah, Alice Nascimento e Breno Silva. “Tocaram em um tópico muito bom sobre a geração que tá desinteressada em ler e falaram também sobre o Enem, para motivar os jovens a estudar”.

O encerramento Bye Bye Flica contou ainda com a participação animada do Babalaô Robson do Agogô, que agradeceu à equipe da Flica e embalou o público com o refrão de samba de roda que ecoou pelas ruas: “Eu nunca vi tanta areia no mar, sereia…”. Mais do que o fim de uma festa, o arrastão reafirma o espírito do evento como um espaço de encontros, cultura e pertencimento que  a cada edição movimenta a cidade de Cachoeira.