Oficina em Conceição da Feira discute Consciência Negra

Por Rosalvo Marques

No dia 17 de novembro, foi realizada uma oficina de formação com o tema “Consciência negra e ativismo” para os alunos do Colégio Estadual Yêda Barradas Carneiro, em Conceição da Feira.

A iniciativa faz parte da campanha “novembro negro”, que acontece em vários colégios da região, promovido através do Núcleo de Negros e Negras Estudantes do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

A oficina apresentada pelas alunas Alane Reis, de jornalismo, e Tamiz Oliveira, de serviço social, abordou de forma divertida o Movimento Negro, através de uma história em quadrinhos, confeccionada pela turma de Serviço Social (UFRB). “Tentamos o tempo todo desconstruir as concepções racistas que estão presentes na sociedade, no nosso cotidiano. Nas relações pessoais, didáticas, exteriores à universidade, fazendo oficinas, promovendo debates, discussões, textos, panfletos. A nossa contribuição é essa; conversar com as pessoas o tempo todo sobre essa questão”, declara Tamiz Oliveira.

Girlane Lopes, preconceito não é só com a pele.

Os alunos participaram sobre questões polêmicas e fizeram perguntas sobre o tema. Raul Rios da Silva, estudante, diz: “Tirei minhas dúvidas e a gente vai levando várias informações para família e amigos”. Jadson Machado Oliveira, estudante, também informa: “Os negros não estão lá em baixo, todo mundo é igual”.

Alunos dicutiram temas polêmicos

Para a estudante de jornalismo, Alane Reis, o principal é “se identificar e se assumir, enquanto negro. Não ter vergonha da cor, do cabelo, do nariz, é não ter vergonha de nada e mostrar que isso é irrelevante nas relações pessoais, nas relações sociais. O que a gente quer é igualdade”.

Girlane Lopes da Silva, estudante, diz o que refletiu após a oficina: “Mudou muito a minha forma de pensar; às vezes, quando vem em nossa mente a palavra preconceito, lembramos logo da cor negra. Temos preconceito não só com a pele negra, mas sim com formas de agir. A minha atitude hoje mudou bastante com o que as meninas vieram passar pra gente, e eu gostei muito porque aprofundou mais os nossos conhecimentos”.

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